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SETOR DE EVENTOS BATE RECORDES E IMPULSIONA EMPREGOS NO BRASIL EM 2026

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09 abr 2026
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Rock in Rio

O setor de eventos de cultura e entretenimento começou 2026 em alta no Brasil, mantendo o ritmo acelerado do último ano e alcançando novos recordes. De acordo com o Radar Econômico da ABRAPE, o consumo em atividades de recreação somou R$ 25,33 bilhões apenas no primeiro bimestre, o maior valor desde o início da série histórica, em 2019.

O resultado reforça uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro, que tem priorizado cada vez mais experiências presenciais. O setor já opera em um patamar superior ao período pré-pandemia, refletindo a demanda crescente por lazer, cultura e entretenimento.

A estimativa leva em conta dados do IBGE, considerando o peso das atividades recreativas no IPCA e a evolução da renda real dos trabalhadores.

O avanço também é evidente na geração de empregos. Em fevereiro de 2026, o setor registrou 205.538 postos formais, um crescimento de 84,5% em relação a 2019, o que representa cerca de 94 mil novas vagas.

Entre as áreas que mais cresceram, a organização de eventos lidera com alta de 149,1%, seguida por atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental, espetáculos artísticos e eventos esportivos.

O impacto econômico do setor se estende para além dos palcos e festivais. O chamado hub de eventos, que engloba turismo, hospedagem, alimentação, publicidade, infraestrutura e serviços, também apresenta forte expansão.

Nesse ecossistema, o número de empregos formais saltou de 3,45 milhões em 2019 para 4,27 milhões em 2026, um aumento de 23,8%, equivalente a mais de 820 mil novos postos de trabalho.

No recorte de marketing, dois segmentos se destacam: publicidade e propaganda, com crescimento de 95,9%, e infraestrutura para eventos, com avanço de 84,3%. Os dados evidenciam o papel estratégico dos eventos como plataforma de ativação de marcas e geração de demanda.

Comparado a outros setores, o desempenho dos eventos chama atenção. O crescimento de 84,5% supera áreas como construção, serviços, comércio e indústria, indicando uma transformação estrutural no consumo e reforçando a relevância do setor na economia brasileira.

Além de fortalecer a conexão entre marcas e público, os eventos se consolidam como um dos principais pontos de contato em estratégias que combinam experiência, conteúdo e relacionamento.

Apesar do cenário positivo, o avanço do setor reacende discussões sobre a necessidade de maior previsibilidade regulatória. Programas como o PERSE são apontados como fundamentais para garantir segurança jurídica e estimular novos investimentos.

Com números expressivos e impacto em diversas áreas, o setor de eventos segue como um dos grandes motores da economia brasileira em 2026, e tudo indica que essa trajetória deve continuar.